Síndrome da Impostora: 4 estratégias para melhorar essa sensação

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Você desvaloriza suas conquistas? Questiona sua capacidade? Sente medo de, a qualquer momento, ser “desmascarada”? Além disso, é perfeccionista, se sente improdutiva ou fracassada? Já ouviu falar sobre a Síndrome da Impostora?

Esses são sintomas da Síndrome da Impostora.

Essa síndrome acomete mulheres como eu, você, a Michele Obama, a cantora Jennifer Lopez, a atriz Emma Watson, a Duquesa de Cambridge Kate Middleton, a chefe operacional do Facebook Sheryl Sandberg (ela relatou sua experiência no seu livro “Faça Acontecer”) – e muitas outras…

É isso mesmo, você não está sozinha!

Descubra aqui o que ela significa, quais as consequências negativas para sua carreira e 4 estratégias para lidar melhor com essa sensação péssima. 

O que é a Síndrome da Impostora?

O conceito da Síndrome da Impostora foi criado, na década de 70, pela psicóloga Pauline Clance e consiste em um fenômeno psicológico em que a pessoa tem uma crença de desvalor sobre si.

Em decorrência da falta de autoestima e autoconfiança, a pessoa acredita que não é boa o suficiente e duvida da sua capacidade, ainda que tenha grandes realizações acadêmicas e profissionais. 

Ter insegurança, às vezes, é comum a qualquer pessoa e é “normal”, especialmente quando estamos começando algo novo. Porém, se essa sensação persiste mesmo depois de superar alguns obstáculos, fique ligada: pode ser um sinal da Síndrome da Impostora! 

Essa síndrome pode acometer qualquer pessoa, mas as pesquisas comprovaram que ela é mais comum entre as mulheres. Fica evidente que, além de ser um fenômeno psicológico individual, a Síndrome da Impostora tem desdobramentos sociais e estruturais relacionados ao machismo e outras formas de opressão.

Consequências práticas da Síndrome da Impostora

Se você se identifica com a Síndrome da Impostora, no médio e longo prazo terá uma tendência a cultivar muitos medos, como de novas iniciativas, de fracassar, de arriscar. 

Esses medos somados vão sabotar todos os seus projetos, pois você evitará tomar atitudes que te causem incômodo. 

Se manter na zona de (des)conforto, evitando riscos, vai te gerar muitas frustrações e decepções, confirmando a sua profecia autorrealizável. Em casos extremos esses padrões de pensamento podem levar até ao adoecimento, como a depressão e o transtorno de ansiedade. Mas a boa notícia é que suas crenças e suas fraquezas são mutáveis.

Como lidar melhor com a Síndrome da Impostora

  • Aceite suas imperfeições e falhas

Todas as pessoas falham, logo VOCÊ VAI FALHAR! Mas não tem problema, desenvolva sua autocompaixão, acolha suas limitações e seja resiliente para voltar ao trabalho. Você não precisa ser uma profissional perfeita para ser uma excelente profissional e ter sucesso na carreira.

Errar não te torna incapaz, significa apenas que você é humana, falhou e está tudo bem. O seu erro não te define, assim como você errou essa vez, você também acertou muitas outras vezes. Não deixe que um erro se sobreponha a tantos acertos .

  • Ajuste o valor do julgamento social

O que as pessoas pensam de você?

Será que as pessoas pensam que você merece o que tem?

Será que acreditam que você é boa o suficiente para o cargo que ocupa?

Você já deve ter se feito alguma dessas perguntas. É natural que a gente dê algum valor ao julgamento social, mas quando ele determina o nosso esforço é um sinal de que algo pode estar em desequilíbrio. 

Por exemplo, se você acha que as pessoas estão sempre falando de você, julgando ou te ridicularizando, pode ser porque esse aspecto social ganhou uma proporção muito grande na sua vida. Quando isso acontece é interessante se afastar um pouco desse pensamentos e redimensionar a importância que esse aspecto social tem na sua vida.

É natural que nos importemos com a opinião alheia, mas não podemos basear todos nossos esforços e atitudes  (ou falta delas) por medo do julgamento.

  • Valorize as suas conquistas

Olhe para você e reconheça a responsabilidade que você teve para o potencial que desempenhou desse certo. Reconheça o seu valor e não minimize suas conquistas. Pense se aquilo que você conquistou fosse conquistado por outra pessoa, você julgaria a outra pessoa da mesma forma que está se julgando?

A vida de todas as pessoas depende de fatores internos e externos. É verdade que algumas conquistas são favorecidas por circunstâncias externas – algumas pessoas chamam de sorte, destino, acaso ou algo espiritual -, mas estas circunstâncias não apagam o seu esforço, então seja grata também por elas.

É bem comum a pessoas que tem a Síndrome da Impostora questionar a veracidade de um elogio ao recebê-lo. Minha proposta aqui é que você treine agradecer os elogios que você receber, aceite que ele é válido e que você merece recebê-lo.

Se você se identificou com esse assunto e acha que não sabe valorizar suas conquistas, no artigo “Ansiedade no trabalho: Será que é hora de mudar?” proponho um exercício para melhorar suas crenças de capacidade que vão te ajudar nessa valorização.

  • Assuma uma postura de aprendiz 

Quando aceitamos que a vida é uma longa jornada e que os nossos objetivos profissionais não precisam que a gente escolha entre: “estou pronta” ou “não estou pronta”. Não é uma pergunta de sim ou não, preto ou branco. Esses objetivos se assemelham muito mais a uma escala de cinza, pois você está sempre em preparação e desenvolvimento.

Um exemplo interessante sobre o tema é que ao mesmo tempo que eu participo de uma mentoria de negócios em que uma pessoa me ensina, eu ensino em um grupo de mentoria para Coaches de Carreira e ajudo minhas alunas a se desenvolverem em suas carreiras. 

Será que eu precisaria ser perfeita para ajudar outras pessoas? Não! Basta eu viver em um papel de eterna aprendiz dentro dessa jornada de aprendizado.